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domingo, 13 de maio de 2012

Still Vídeo "Kurt Cobain"

Still vídeo "Kurt Cobain" >  Alexandra Santos


Still vídeo "Kurt Cobain" > Carina Bastos



















Still vídeo "Kurt Cobain" > Carla Aziago



















Still vídeo "Kurt Cobain" > Cristiana Henriques



















Still vídeo "Kurt Cobain" > Helena Baronet















Still vídeo "Kurt Cobain" > João Santos



















Still vídeo "Kurt Cobain" > Mariana Garcez



















Still vídeo "Kurt Cobain" > Rute Ramalhinho















Proposta de Imaginação - Títulos Kurt Cobain

A proposta desta semana é que imaginem o que pode acontecer numa cena, tendo como ponto de partida títulos de canções escritas por Kurt Cobain. Ficam aqui os títulos escolhidos:

"All Apologies"
"Come as you are"
"Heart - shaped box"
"Smells like teen spirit"
"About a girl"
"Nevermind"
"In Utero"
"Blew"
"Dumb"
"On a plain"
"Something in the way"
"In Bloom"
"Breed"
"Territorial pissings"
"Drain you"
"Stay away"
"Endless, Nameless"
"Paper cuts"
"Dive"
"Stain"

domingo, 6 de maio de 2012

4ª proposta - vídeo caseiro

A quarta proposta de trabalho semanal consiste na gravação de vários clipes de vídeo, a partir da figura de Kurt Cobain. Chamamos-lhe "vídeo-caseiro" porque se pretende que sejam utilizados os vários mecanismos de gravação em vídeo que temos à disposição (câmaras de vídeo, câmaras fotográficas, telemóveis, webcams...), para serem registados vários pedaços de acções que a persona Kurt Cobain pode ter. Assim podem ser criados vários clips a partir de títulos como: ("Kurt Cobain vai/vem do supermercado"; "Kurt Cobain a tomar banho"; Kurt Cobain a fumar"; "Kurt Cobain vai à igreja"; "Kurt Cobain a beijar";...) 
Para alimentar esta proposta falámos sobre excertos de filmes de vários realizadores de cinema, que podemos utilizar como ponto de partida. Ficam aqui os excertos de vídeos visualizados no ensaio de sábado (dia 5 de Maio):

LAST DAYS - Gus Van Sant


ELEPHANT - Gus Van Sant




GERRY - Gus Van Sant


PARANOID PARK - Gus Van Sant




SHAME - Steve McQueen


CARO DIARIO - Nanni Moretti


LES CHORISTES - Cristophe Barratier

sábado, 28 de abril de 2012

3ª proposta - Monólogo / Solo

A terceira proposta de trabalho semanal consiste na criação de uma proposta cénica no formato monólogo/solo. Pretende-se que, numa fase inicial, escrevam sobre três temas ("primeiro beijo"; "acidente"; "aventura"). Numa segunda fase, escolhem um desses temas ou momentos para desenvolverem uma proposta cénica. No desenvolvimento da proposta cénica o elemento textual inicialmente escrito, serve como base de trabalho para a criação de um pequeno objeto teatral, cuja duração deverá ser entre 3 a 5 minutos.
Para alimentar esta proposta falámos sobre a obra de vários criadores de artes performativas, que podemos utilizar como ponto de partida. Ficam aqui os excertos de vídeos de solos visualizados no ensaio de sábado (dia 28 de Abril):


PINA BAUSCH - The Man I Love


PINA BAUSCH - Walzer


FORCED ENTERTAINMENT - Spectacular


JÉRÔME BEL - Shirtology

terça-feira, 24 de abril de 2012

Video-Arte

‎"Nos anos 1980, o vídeo passou a ser o único meio de expressão para muitos artistas. O clima social geral era influenciado por uma atitude neo-liberal conservadora, que tinha a sua encarnação nas políticas da primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher. O florescimento da pintura figurativa e a influência cada vez maior do mercado artístico em franco desenvolvimento tornou o carácter revigorante desta década tangível também no campo das artes. Neste contexto, alguns artistas alcançaram alguma fama juntamente com os pioneiros. Entre outros, Klaus vom Bruch, Robert Cahen, Gary Hill, Marie-Jo Lafontaine, Marcel Odenbach, Tony Oursler, Fabrizio Plessi, Bill Seaman e Bill Viola. O equipamento de vídeo tornou-se incrivelmente acessível, fácil de manusear, e tecnicamente mais desenvolvido. Nesta fase, muitos artistas de Vídeo - um rótulo que já se tinha tornado vulgar - usaram a disciplina artística clássica da escultura para expandir a Video Art. Nam June Paik tinha já estabelecido padrões nesta área com a sua TV-Cross (1966), TV-Buddha (1974) e TV-Garden (1977), e Les Levine criou uma das primeiras peças de parede de vídeo com o seu trabalho de 1968, intitulado Iris. Nos anos 1980, foram criadas novas formas semânticas pela colocação de monitores em série - como parede, como série empilhada ou dispersa - ou eram apresentados de forma a que a configuração do equipamento correspondesse ao conteúdo da fita gravada. Com Crux (It's Time to Turn the Record Over) (1983-1987), Gary Hill apresentou um trabalho que tinha origem numa performance, com cinco monitores que representavam extremidades de uma cruz latina, cujos ecrãs mostravam a cabeça, as mãos e os pés ( em dois monitores) de um homem crucificado. O fluxo de imagens electrónicas já não se limitava a reproduzir a superfície da realidade num modo documental, como tinha sido usual no início dos anos 1970. Apoiado por programadores de computador, a máquina de filmar era agora muito mais um instrumento para visualizar narrativas complexas e ficções. Assim, os artistas viam frequentemente as coisas de uma perspectiva holística, à qual davam expressão através do uso de imagens simbólicas e metafóricas. As redes de meios de comunicação que aumentavam com grande rapidez internacionalmente também exigiam uma maior percepção global. "Mundo", disse Klaus vom Brunch, "é tudo o que é acontecimento na televisão". A crítica de televisão, meio de comunicação gigante, continua portanto a ser corrente, como se pôde ver também nos trabalhos de Antoni Muntadas e Dieter Kiessling. Foi nesta década que a estação de rádio, MTV, se estabeleceu na televisão, com os seus pequenos clips de música a proporcionarem uma nova mistura de arte, comércio e televisão. A Video Art reflectia amplamente esta estética de clip, que trouxe consigo padrões visuais e sucessões rápidas de imagens que ultrapassam o elemento narrativo do vídeo. Muitos festivais - Locarno foi o primeiro, em 1980 -, bem como revistas, estúdios, bolsas de estudo e exposições incluindo a documenta 8 (1987), asseguraram a vasta distribuição da Video Art nos anos 1980, e dotaram este media electrónico de uma arena de apresentação independente." 
Texto de Sylvia Martin no livro: "Video art"
(postado no grupo do facebook Projeto Kurt Cobain, por Óscar Silva do Sr.João)


domingo, 22 de abril de 2012

Proposta de Escrita

Há uma ideia de um espaço em construção / desconstrução. Neste movimento há uma procura de instalação que se grava para depois se apagar, que se acumula para começar a ruir, como necessidade intrínseca de renovação, de testar limites. A paisagem que os corpos criam convive, ora por concordância, ora por discordância, com as frases (marcas) que se vão registando nas paredes. Como um poema em composição que se testa no momento. É o quarto (espaço íntimo, no qual confessamos coisas a nós próprios, como se escrevê-las e olhá-las todos os dias fosse uma forma de as desvendar...), mas também é, ao mesmo tempo, a rua com os seus muros, bancos de jardim e portas de casa de banho (espaço público, no qual escrevemos coisas em forma de grito ou desabafo dirigidas a todos e a ninguém, devotadas ao anonimato, como que à procura de encontrar ecos em qualquer transeunte que se cruze com estas palavras).


Anónimo

Banksy
Banksy - escrito no muro que separa Israel da Palestina.



Ana Gil & Nuno Leão

domingo, 15 de abril de 2012

2ª Proposta - VIDEO-CLIPS

A segunda proposta de trabalho semanal, e a primeira de trabalho de grupo, consiste na criação de uma proposta cénica a partir de vários clips de vídeo. Pretende-se experimentar esta transposição e os mecanismos utilizados pelos diferentes grupos, tendo em conta os diferentes vídeos atribuídos a cada um deles (solo, coreografia de grupo, narrativa, canto...). A apresentação dos trabalhos fica marcada para 28 de abril, excepcionalmente terão duas semanas de preparação e organização.

Ficam registados os clips sobre os quais iremos trabalhar:




Napoleon Dynamite > João Santos




(clip)




(karaoke)
M.I.A. - Paper Planes > Carina Bastos, Carla Aziago, Helena Prata, Joana Lourenço




Bee Gees - Staying Alive > Beatriz Teixeira, Cristiana Henriques, Jessica Santiago, Sofia Carrilho, Telma Jesus, Zara Fontão




Arcade Fire - The Suburbs > Alexandra Santos, Inês Belo, Margarida Guerra, Mariana Garcez, Marta Duarte, Rute Ramalhinho

sexta-feira, 13 de abril de 2012

sobre o Autorretrato

Construir o 'eu' autobiográfico

Suspeito que a estratégia do cérebro para a construção do eu autobiográfico seja a seguinte. Em primeiro lugar serão agrupados conjuntos substanciais de recordações biográficas características, para que cada um possa ser tratado prontamente como um objecto individual. Cada um desses objectos pode modificar o proto-eu e produzir a sua pulsação de eu nuclear, com os respectivos sentimentos de conhecimento e o consequente realce de objecto que se segue. Em segundo lugar, como os objectos nas nossas biografias são tão numerosos, o cérebro precisa de dispositivos capazes de coordenar a evocação de memórias, apresentá-las ao proto-eu para a devida interacção e manter os resultados dessa interacção num padrão coerente ligado aos objectos causativos. Não se trata de um problema banal. Com efeito os níveis complexos de um eu autobiográfico - aqueles que, por exemplo, incluem aspectos sociais - englobam tantos objectos biográficos que exigem numerosos pulsos de eu nuclear. Em consequência, a edificação do eu autobiográfico requer um aparelho neuronal capaz de obter múltiplos pulsos do eu nuclear, numa abertura temporal limitada, para um número substancial de componentes. Esse aparelho tem ainda de manter os resultados de todo este processo temporariamente. De um ponto de vista neural, o processo de coordenação é especialmente complicado pelo facto de as imagens que constituem uma autobiografia serem em grande medida implementadas nos espaços imagéticos do córtex cerebral, baseadas na recordação orquestrada a partir de córtices disposicionais. Para poderem ser tornadas conscientes, essas imagens têm, no entanto, de interagir com o mecanismo do proto-eu, o qual, como já vimos,se situa, em grande parte, ao nível do tronco cerebral. A construção de um eu autobiográfico exige mecanismos de coordenação muito complexos, algo que a construção do eu nuclear, de um modo geral, dispensa. À maneira de hipótese de trabalho, podemos então dizer que a construção do eu autobiográfico depende de dois mecanismos combinados. O primeiro está subordinado ao mecanismo do eu nuclear e garante que cada conjunto de memórias biográficas seja tratado como um objecto e tornado consciente num pulso do eu nuclear. O segundo leva a cabo uma operação de coordenação à escala cerebral que inclui os seguintes passos: 1) certos conteúdos são evocados a partir da memória e exibidos como imagens; 2) permite-se às imagens que interajam de forma ordeira com outro sistema algures no cérebro, nomeadamente o proto-eu; 3) os resultados dessa interacção são mantidos de forma coerente durante um breve período de tempo. Nas estruturas envolvidas na construção do eu autobiográfico incluem-se todas as necessárias ao eu nuclear, no tronco cerebral, no tálamo e no córtex cerebral, e também as estruturas ligadas aos mecanismos de coordenação abordados a seguir." António Damásio em: O livro da consciência. Pode parecer ainda mais confuso e complexo, mas o ser humano é confuso e complexo. Aliás através deste grau de complexidade emerge um enigma muito particular, que nos move a procurarmos cada vez mais nós próprios. Para entender melhor: "Existem três patamares do “eu”, que correspondem a outros tantos patamares de consciência, diz António Damásio: o proto-eu, o eu nuclear e o eu autobiográfico. Proto-eu é uma colecção de imagens (de padrões de activação neural) que mapeiam os estados físicos e fi siológicos do corpo a cada instante, dando origem àquilo que Damásio chama “sentimentos primordiais”, indispensáveis à regulação e à manutenção da vida. O proto-eu surge no tronco cerebral, a parte mais “arcaica” do cérebro em termos evolutivos — e não é ainda consciente. Os peixes, até os insectos, possuem provavelmente um “proto-eu”. O nível de eu seguinte, o eu nuclear, surge de cada vez que um objecto no mundo exterior interage com o protoeu. Gera-se assim uma sequência de imagens que podem ser visuais, auditivas, sentimentos primordiais, etc., e que descrevem a relação do organismo com esse objecto. O eu nuclear dá origem à consciência nuclear, um estado de consciência de base que é a cada instante renovado pelas alterações que se verificam no proto-eu. A consciência nuclear é assim um fluxo ininterrupto de imagens de todo o tipo, vindas do interior e do exterior do corpo. É uma consciência apenas do “aqui e agora”, quase sem memória do passado e sem qualquer antecipação do futuro. Os mamíferos (sem dúvida), os répteis e as aves (talvez), diz António Damásio, possuem apenas este nível de consciência nuclear. O mesmo acontece com certos doentes neurológicos. O último patamar da consciência — o estado de consciência plena, tal como os seres humanos normalmente a conhecemos e a sentimos quando estamos acordados, corresponde ao eu autobiográfico. Surge quando objectos da nossa biografia geram impulsos de eu nuclear, criando um autêntico filme da nossa vida. É essa consciência autobiográfica que nos confere a nossa identidade, que faz com que saibamos que somos nós os donos do nosso organismo. Obviamente, requer o acesso à nossa memória, não apenas para sabermos quem somos mas também para nos projectarmos no futuro. "

contribuição de Óscar Silva (membro do Sr.João) 
no grupo do facebook projeto Kurt Cobain

domingo, 8 de abril de 2012

1ª Proposta - AUTORRETRATO


A primeira proposta de trabalho semanal é sobre o AUTORRETRATO. No sábado (dia 7 de Abril) apresentámos e falámos sobre obras de vários artistas que nos podem inspirar para a criação deste primeiro objeto.  Apareceram assim no nosso espaço de ensaios Cindy Sherman, Andy Warhol, Francesca Woodman, Fracis Bacon, Umberto Boccioni e Duane Michaels.
A ideia é que cada participante do projeto produza o seu AUTORRETRATO,  podendo, para isso, escolher o suporte que melhor lhe serve para o fazer  (fotografia, pintura, vídeo, apresentação ao vivo, música,  criação de evento no facebook, texto...).
O trabalho será apresentado no próximo sábado (dia 14 de Abril). Aceitam-se comentários à proposta e  sugestões para o desenvolvimento do mesmo. Podemos sempre comunicar pelo  grupo, blog ou e-mail do projeto "KURT COBAIN".
Ficam aqui as obras que foram mostradas e discutidas no sábado:

CINDY SHERMAN

"Clown Series" 





"Untitled Film Stills"






ANDY WARHOL









FRANCESCA WOODMAN





FRANCIS BACON







UMBERTO BOCCIONI


DUANE MICHAELLS